Kevin Short no papel de Mefistófeles, na ópera Fausto (Gounod), Lisboa, 2009
«Os nossos sonhos são uma das coisas mais preciosas que possuímos. Espero que as minhas palestras/conversas e a minha arte (ópera) tenham um impacto positivo nestas crianças.»
Kevin Short, EUA
Kevin Short é cantor lírico e actua profissionalmente desde 1987 em teatros e casas de ópera por todo o mundo.
Recentemente, no âmbito das comemorações do Mês da História Negra (Black History Month), nos EUA (celebrado em Fevereiro), o cantor começou a visitar escolas, dando início a uma série de conversas com crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos, e provenientes de diversos contextos, sobre a importância vital de tentar concretizar os sonhos acalentados por cada um, mantendo-os afastados de potenciais influências externas que possam, eventualmente e por várias razões, anulá-los.
Um outro aspecto relevante destas conversas foi a abordagem da beleza e da importância de cultivar a perseverança em tudo na vida. Em muitos países, e devido à forma como as sociedades actuais evoluíram, nomeadamente no que se refere aos avanços tecnológicos, as pessoas habituaram-se a obter resultados e recompensas demasiado depressa.
Contudo, de modo que possamos continuar a alimentar sonhos e, enquanto isso, a concretizar alguns deles (ou todos!), é imperativo manter a esperança e a crença real nas nossas visões. Só assim conseguiremos continuar a sonhar e a renovar a vitalidade. Só assim terá a vida oportunidade para acontecer.
Encarar as tarefas necessárias, as ideias ou planos, com seriedade e empenho e, por isso, com perseverança, é não só uma forma de reforçar a nossa força interior e o positivismo, mas constitui também um meio sólido de compreensão do nosso percurso de aprendizagem na vida.
Os benefícios deste tipo de compromisso nem sempre serão óbvios ou imediatos, no entanto, demonstrar constantemente uma boa ética no trabalho, envolvendo-nos da melhor maneira que sabemos, levar-nos-á, seguramente, à meta desejada e o nosso empenho não terá sido em vão.
Os sonhos pertencem a cada um de nós e cada um de nós deve ser livre para vivê-los e tentar concretizá-los.
Fevereiro, 2016.
Texto escrito ao abrigo do antigo acordo ortográfico.